sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Você

Você
Volto à Goiânia,
mas parte de mim,
fica em São Paulo,
parte sádica,
parte mulher,
parte lésbica.
Levo em mim,
um beijo seu,
gemidos,
chupadas,
lambidas.
Levo o gosto,
dos seus lábios,
seus seios,
sua buceta,
sua bunda.
Guardo em mim imagens,
de quando mordia o bico do seu peito,
sua bunda,
sua boca.
Como você se contorcia,
quando eu estalava o chicote:
em seu lombo,
sua bunda,
suas coxas.
(P.S. : Minha buceta pisca agora, só de lembrar; o cú tb)
Quando eu pingava a cera de vela,
em sua bunda,
seu lombo.
Você me vestindo,
calcinha,
corset,
e depois me despindo,
desatando os nós de minha calcinha com os dentes,
abrindo cada colchete do meu corset.
Como foi gostoso,
você me chupar,
peitos,
buceta,
boca.
Como foi delicioso:
lhe bater,
queimar.
Tudo tão perfeito,
você descobrindo,
o prazer que é,
uma mulher.
E eu descobrindo,
o prazer,
de ferir uma mulher.
Pois você,
minha sub,
é minha cadela, estou adestrando,
minha puta, para gozarmos juntas,
minha mulher,
para ser" amada e respeitada".
Ass.: A Dona de seu corpo, seu prazer e sua dor.
Dona G

O que eu aprendi no BDSM Brasil

Eu aprendi no BDSM eixos - GO/SP/RJ.
Eu aprendi no meio BDSM muita coisa boa e muita coisa ruim.
Aprendi que sempre existirão pessoas fúteis e por estar a mais tempo se julgam superiores.
Aprendi que sempre serei julgada ainda mais por dommes que acham que por falar inglês, eu me formei aos 16 nesta língua rs, se acham melhores e que falando neste idioma, com pronúncia bem arcaica são alguma coisa.
Aprendi que muita gente não sabe separar as frustrações pessoais e por ser inferior usa o sub como saco de pancadas.
Aprendi que tem gente que diz que aprendeu tortura com os militares no regime de ditadura e se acha. Eu conheci gente e tenho amigas inclusive que tem marcas físicas e psicológicas pois sofreram todo o tipo de abuso na época sem falar das pessoas mortas ou estupradas durante este regime. Eu teria vergonha de fazer parte desta corja.
Aprendi que tem gente que acha que sabe tudo, que liturgia é o máximo, mas nunca leu algo sobre Foucault, Paul veinne, Freud, Young e o ponto de vista preconceituoso que vê o BDSM como parafilia. Eu estudei tudo isto antes de me auto intitular domme. E mesmo assim sou apenas uma pessoa em construção.
Aprendi que eu vou me fuder sempre, e que raramente alguém me estenderá a mão. estava passando mal em um ambiente em São Paulo, me virei, ninguém me estendeu a mão, ainda bem que logo conheci pessoas importantes na minha vida, dentro e fora do meio BDSM, que hoje guardo como amigos. Sem falar das pessoas semi analfabetas que conheci no meio, é hilário.
Aprendi que muito pseudo Dom vai querer me fazer de sub não vai entender que muitas práticas não os tornam submissos. O meio é uma disputa de poder assim como qualquer lugar, nos tropeçaremos em egos maiores que o pico Everest.
PRECONCEITO é o que mais vi no meio, quem faz inversão é tido como gay. Meio machista, ou androcentrista como costumo nomear. Heteronormativo, que acha que o meio heterossexual é o único que merece ser representado. Vejo quase uma eugenia, poucas pessoas negras.
Aprendi que não me respeitarão por ser mulher e ter princípios, sempre haverá um idiota disposto a me dominar, um cara casado que vai querer me dar o cú e assim que eu disser não vai me xingar. Eu vou rir muito dessas pessoas depois.
Aprendi que muita gente vai criticar quem faz algo pelo meio, o saquinho de plástico, e tudo o mais, mas dar as caras. Ah, não vai ter, afinal muita gente é estúpida o suficiente, vive o mundo BDSM bem oculto, sendo pessoas casadas e enrustidas de todas as formas possíveis. Odeio gente casada que engana, para que tanta merda? Pq não assume? Pq viver vida dupla, povinho viu. E quando vc diz q jamais sai com gente casada, as flores se assustam e xingam até não poder mais, bando de machista, infeliz que vive casamento de fachada.
E aprendi que sou feliz, o fetlife de vez em quando me traz pessoas legais, no geral, só lixo, mas conheci grandes pessoas, e por estas sim eu levanto a bandeira do BDSM. Rs
Beijos Felicianos do BDSM

Ninguém nasce hétero, se torna

Hoje vi as fotos de uma ex sub e namorada, vi que está feliz, vi também que tem um dono.
Sei que em parte fui responsável por isto.
Ela é católica, se auto intitula heterossexual, tem 3 filhos.
Sei que o fato de ter exposto, escrito sobre nossa única sessão fez com que, provavelmente o atual Dom dela se interessasse por ela.
Sabe? Fico feliz, pois ela me deixou antes, com sua insegurança, sobre ela sobre mim. Com seu ciúmes doentio, motivo pelo qual terminei com a última namorada antes dela.
Mas graças a ela descobri que posso ter sim uma sub negra, uma sub mulher, mas jamais terei uma sub que não se aceita tal como é ou tal como sente desejos e os aceita.
Ela me desejou, ela me procurou.
Também descobri, sub meu tem que vir a mim.
Não vou largar cigarro por ninguém, ainda mais uma sub. O dia que eu largar será por mim.
Não sou dada a monogamia, jamais, eu me sinto mal.
Se eu não puder mostrar meus sentimentos em público, e a pessoa não se aceita, jamais dará certo.
Sub de cidade diferente, ainda mais estado, só se for bem masoca.
Foi tudo muito rápido, infeliz, eu abri mão de muita coisa por quem não valeu a pena.
O pior, eu me esqueci de quem eu era, para fazer alguém feliz. Só fiz duas pessoas infelizes.
Depois disto, não tive uma sub feminina, ou sub negro. Não namorei uma mulher ou tive envolvimento com alguma. Cansei, descobri que não dou certo com cristãos, jamais.
A felicidade dela não me incomoda, mas me incomoda ser traída, rs. Pois de certa forma fui, traição não é só ação. Passou.
Hoje seria impossível sermos amigas, pois ela não teve amizade comigo.
BDSM... Hoje eu vi que os amigos de verdade eu fiz fora daqui, pois amig@ para mim é quem realmente me liga para saber como EU ESTOU.
Há tempos eu decidi que aqui não é lugar de encontrar sub/masoca, hoje, mais do que nunca, vi que as amizades feitas aqui são tão efêmeras como os relacionamentos que eu tive. D/s.
Para completar: assim como eu acredito que ser mulher seja uma formação, como diria Simone de Beauvoir, acredito também que a orientação sexual seja uma construção social.
DOMME G

Minha menina ÁCIDA

Ah se você soubesse como faz feliz e gostoso o meu dia,
ler suas mensagens,
imaginar seu corpo nu,
seu lombo branco como leite(penso eu),
esperando o corte de minha lâmina,
chicote,
corda,
velas.
Como eu me derreto,
em imaginar seu corpo coberto de sangue,
sua boceta a espera da dor,
do meu calor.
Vem ser minha Gabriela que eu serei seu Nacib, rs,
divagações enquanto eu ,
no meu mundo BAU,
no seio de minha família,
trocava mensagem com você sobre putaria.
Como eu desejo,
seus seios nus,
seu corpo nu,
nossos corpos quentes,
cobertos de um vermelho sangue,
de renda,
corset,
saltos,
fio dental.
Coisinhas de meninas... :)
Como quero cravar meus dentes em você,
minhas garras,
e chamar você de MINHA menina,
colocar uma coleira,
uma GUIA e desfilar com você portando meu nome em seu pescoço.
Quero seu corpo, sua submissão,
seu gozo,
seu gemido,
sua dor,
seu temor,
seu ódio,
seu amor.
Quero que você me pertença,
Viva,
Linda como sei que é,
Mesmo morta,
vai que eu adiro a necrofilia.
Você será,
minha puta,
minha cadela,
minha propriedade,
minha masoca,
só minha.
Mas claro, quero que seja minha companheira de putaria,
Fora do BDSM, é claro
Beijos, mordidas, arranhões, chicotadas com sabor de dor e ácidos, bem ácidos.

Ignorância

Um dia como outro qualquer vi um update de uma amiga do fetlife. Era de uma sub que foi encoleirada em menos de um dia, claro que comentei. O moço, que se disse Dom dela, agrediu todas as pessoas que comentaram. Como qualquer pessoa arrogante, ignorante e sem razão, não foi delicado, apenas falou besteiras.
Como haviam erros gramaticais no texto dele, resolvi dar uma criticada de leve, rs. O coelhinho atordoado me chamou de vadia. Como eu participo da marcha das vadias ri, mas lembrei da Lei Maria da Penha e das leis de crimes cometidos na internet.
O alertei, o que , óbvio foi em vão. Pessoas ignorantes e sem instrução apenas agridem gratuitamente mancham o real BDSM. Dei uma ligadinha para amig@s advogad@s de São Paulo assim como amig@s da Polícia Civil da mesma cidade.Ambos não exitaram em garantir meus direitos.
Assim terminou mais uma bela discussão com um pseudo Dom e um dia cotidiano meu.
*Ps.: É um conto fictício, qualquer semelhança com a realidade é acaso.
Beijos para os Felicianos do meio BDSM.

Sobre amizade no fetlife, unicórnios e outros mitos

Li de um amigo sobre amizades reais no fetlife.
E resolvi escrever a respeito:
Tenho pessoas aqui que considero como grandes amig@s, vou citar 4 que são @s mais admirad@s: V e Bertram, Didimit, Dom Jupter. D@s 4 apenas não conheço o Dom Jupter, pessoalmente, pois não tive oportunidade ,ainda.
A V foi um motivo para eu tomar um avião só para conhecê-la, de tanta admiração que sofro por ela, rs. Não a desejo, não que ela não seja desejável, mas a vejo como uma irmã, ops, se eu falo isso aqui vão dizer que sou irmã de coleira dela, mas não sou. :)
O Bertram cuida da minha grande amiga, saímos junt@s, comemos, amo comer e fomos felizes para sempre. Falando sobre cura gay, violência e sexo
e mais sobre sexo, sempre.
O Dom Jupter, o conheci aqui, admiração e respeito me guiaram nesta jornada.
Quando estive no Rio conheci a Didi, uma fofa, sempre atenciosa, sempre cuidadosa que deixou bem claro que não me procurava como Domme, depois de uma decepção no BDSM eu: nem sub, nem mulher procurava. Foi e é uma amizade maravilhosa.
Nesta mesma viagem conheci pessoas lindas, legais, amadas, estive em um encontro no qual conheci muitas pessoas boas, claro que algumas más... Mas,todo lugar tem.
No café da V em sampa conheci uma militante feminista, como não me apaixonar? Como não compartilhar de uma amizade com ela?Sem falar de estar com um monte de mulheres, dommes, switchers, subs, sádicas, masocas, não me lembro se tinha alguma bau..
Em um encontro aqui em Goiânia, fui igualmente bem recebida, mas desenvolvi um carinho especial por uma sub não sei ao certo seu nick. Uma sub que desfila com a coleira de seu dom em seu pescoço. Claro que como devem ter lido me desentendi com algumas outras pessoas, mas guardei isto no baú do passado.
MITO N° 1: GOREANOS NÃO SE DÃO BEM COM DOMMES: Agradeço muito ao fato de ter tido desavenças com uma pessoa aqui no fet, a mesma me disse que GOREANOS falam com aranhas e não se dão bem com DOMMES, depois disto comecei a conversar com muitos o MASTERNAVALL, o tenho,como amigo, até no skype, nos falamos quase todos os dias, um GOREANO lindo.
MITO N° 2: NÃO EXISTEM DOMMES SADOMASOQUISTAS: Prazer Domme G.
MITO N° 3: DOMMES SÃO MULHERES GORDAS FEIAS VELHAS E MAL RESOLVIDAS: Ops, ridículo né, eu vejo que muitas Dommes se encontram com o passar do tempo devido ao preconceito que tem no BDSM, claro que conheci uma frustrada e mal resolvida. Na maioria são pessoas felizes que sabem o que quer. Conheci dommes jovens, outras mais maduras, magras e gordinhas: EU. Uma em especial lindíssima do RIO, esqueci o nick agora mas acho que é SENHORA SEVERA, SEM PALAVRAS PARA DESCREVÊ-LA. Feias ou fora de padrões estéticos midiáticos?
MITO N°3: KAJIRAS SÃO MULHERES FRACAS: kajiras, em específico a Tavi de Asgard,são mulheres de personalidade bem forte, sem falar que para se submeter e ser masoca, tem que ser muito forte.
MITO N°4: SUBS SÃO PESSOA FRACAS E DEPENDENTES: Opa, para tudo, a V, a Cris do SENHOR VERDURGO e a ÍsisdoJUN são provas vivas, e como estão vivas, de que para ser sub tem que ser mulher de fibra.
MITO N°5: DOMS SÃO SEMPRE HOMENS FORTES: O que tem de gente frustrada no meio baunilha que vem para cá para ser alguém, não citarei nomes...
MITO N° 6: EU SOU PEDÓFILA: Jamais, eu sou mentora de algumas meninas todas com mais de 18 anos, e para me servir tem que ter mais de 30, raramente abro exceções. Sem falar que eu também trabalho no combate à pedofilia no Brasil.
MITO N° 7: BDSM É SINÔNIMO DE VIOLÊNCIA: Quem conhece de verdade sabe que não tem lugar no meio para isto, pelo contrário pessoas assim são expostas principalmente à lei.
Sem me esquecer dos unicórnios: Sempre quis ter um? Sabem onde eu encontro?

Fetichista que diz ser sub

Rs,
O que mais tem aqui,
gente que vem com listinha de fetiches e espera que eu realize todos.
Gat@, sou domme, sádica, quem realiza desejos é fada, gênio ou pague uma puta, às vezes elas fazem o que são pagas.
Não falo mal das dominatrix, afinal elas são pagas mas fazem O QUE ELAS QUEREM.
Quando digo que não curto sissy, inversão ou nem me apraz tanto cintos de castidade e ainda trepo com subs: Ah então vc não é domme.
No seu mundo de Alice no país das maravilhas : vc é sub e eu não sou domme. Ok.
Olha sou do movimento LGBTT a 6 anos, vestir de mulher quando um homem gosta ou vice-versa não é humilhação.
Inversão? Não, vcs tem próstata, e é o prazer de vcs e nada interessante para mim.
A maior fidelidade de um sub para mim, não é a sexual, mas a da dor física ser somente eu que cause.
Sub é brinquedo, trepo mesmo, vibrador é brinquedo tb... :)
Por último e não menos importante:
NÃO VIAJO PARA CONHECER SUBS OU MASOCAS, OU SEJA, A VALENTINA É UMA GRANDE AMIGA, JAMAIS FOI MINHA SUB, PARA QUEM QUER SABER QUEM FOI MINHA SUB: ELA É NEGRA, OUTRA ELA TEM DOM, NÃO VOU DIZER QUEM FOI POIS NÃO É DA CONTA DE QUEM AINDA NÃO SABE. AS PESSOAS QUE DEVERIAM SABER SABEM, EU E ELA, RS. CLARO QUE AMIG@S TB SABEM.
FELIZ REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE NPF.